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Baile da vida

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Na natureza não há pressa. A vida segue em meio a uma valsa lenta, totalmente entregue as leis invisíveis que a tudo molda e conserva. Leis invisíveis do tempo. Tempo, senhor do passado, do aqui e agora, e dono do futuro que ainda virá. Mestre implacável que não respeita o que não ajudou a construir. Na vida não há pressa porque não pode haver beleza sem capricho, e não existe capricho sem horas, meses e anos a fio de trabalho árduo. E o que dizer sobre os sonhos? O que dizer sobre o desejo que parece bailar a nossa frente para sabermos que existe, porém, se esvai sobre os nossos dedos, negando a vontade de tocar- e não poder. O que dizer sobre as portas que se fecham? E as que nunca abriram? Ou do amor que partiu para vida lá fora ou para os braços da Indesejada das Gentes como declara meu amigo Manuel Bandeira? “E as coisas da alma costumam ser demoradas.” Disse uma vez uma sábia Veneranda do mundo de lá para o mundo de cá. É difícil não saber, eu sei. O ...

Metáfora do deserto...

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“Até quando Deus parecia ter me abandonado, Ele estava me vigiando. Mesmo quando Ele parecia indiferente ao meu sofrimento, estava vigiando. E quando eu perdi toda a esperança de ser salvo, Ele me deu descanso, e me deu um sinal para eu continuar a jornada". (As aventuras de Pi) Tem sido um longo tempo, um longo tempo sobre o deserto. Sobre o silêncio, sobre a ausência, sobre a espera. Antes eu acreditava que tinha que correr, que quanto mais corresse mais rápido deixaria as dunas quentes e ásperas para trás. Corri para voltar para o mesmo lugar, corri para descobrir que avançara somente alguns passos. Alguns passos e a minha frente quilômetros de areias amarelas como o ouro. Ainda há caminho, ainda há dunas quentes e ásperas, ainda há silencio, ausência e espera. Olhei abaixo e vi meus joelhos ralados, meus pés ressequidos, senti minha boca seca e percebi o quanto correra para estar sob o mesmo lugar. Olhei para o céu, era noite. E sob o tapete negro cintilante e...

Cais...

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Depois da tempestade, a calmaria chega. O silencio e a quietude alcançam a costa já desgasta pelos dias de tormenta. Pela chuva que intensamente fustigava a maré contra a rocha. A rocha da encosta que corajosamente sustentou-se frente às ondas do mar que batiam sobre ela violentamente. Não houve ruídos, apenas as lascas que a maré levara. Em silencio a rocha suportou corajosamente a tempestade até a calmaria chegar. Há tempo agora, Tempo para o refazimento. O equilíbrio tão pedido que vem para salvar, para reconstruir. As ondas levaram sem piedade o que era velho, para o novo então surgir sobre a encosta que corajosamente suportou a tormenta. As lascas velhas e gastas se foram, e o novo há de vir sobre as mãos do tempo.

Feridas

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Queria que as feridas se curassem com um banho de água quente.

Novembro...

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Te desejo um novembro de possibilidades floridas, Desejo que o nosso ritual seja de estender as mãos e oferecer a força do nosso trabalho a Divindade que tudo habita- inclusive você, inclusive eu. Te desejo que as sementes de fé plantadas, germinem nas mais belas flores no campo dos teus sonhos. Diz o mestre do mundo invisível que Deus é a força do tempo, tanto quanto o tempo é a força de Deus. Que novembro te traga respostas para as suas duvidas, fé em sua jornada, e possibilidades floridas.

Zona de conforto...

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A zona de conforto não é confortável.  Como diz o mendigo poeta da história: Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar.

Sobre caminhos...

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Eu espero que um dia você acredite em todas as minhas palavras. No que digo, e no que não digo. Eu espero que um dia você enxergue o que existe dentro das miudezas de nossas conversas, Da risada compartilhada. Da saudade latejante, porém, silenciosa, no peito. Eu, e essa mania minha de querer correr o tempo. De correr no trajeto que me pede para caminhar. Mas entenda minha ansiedade, É que o coração bate forte. Eu espero que um dia você acredite em todas as palavras minhas. No que te digo, no que escrevo agora.