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Cais...

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Depois da tempestade, a calmaria chega. O silencio e a quietude alcançam a costa já desgasta pelos dias de tormenta. Pela chuva que intensamente fustigava a maré contra a rocha. A rocha da encosta que corajosamente sustentou-se frente às ondas do mar que batiam sobre ela violentamente. Não houve ruídos, apenas as lascas que a maré levara. Em silencio a rocha suportou corajosamente a tempestade até a calmaria chegar. Há tempo agora, Tempo para o refazimento. O equilíbrio tão pedido que vem para salvar, para reconstruir. As ondas levaram sem piedade o que era velho, para o novo então surgir sobre a encosta que corajosamente suportou a tormenta. As lascas velhas e gastas se foram, e o novo há de vir sobre as mãos do tempo.

Feridas

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Queria que as feridas se curassem com um banho de água quente.

Novembro...

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Te desejo um novembro de possibilidades floridas, Desejo que o nosso ritual seja de estender as mãos e oferecer a força do nosso trabalho a Divindade que tudo habita- inclusive você, inclusive eu. Te desejo que as sementes de fé plantadas, germinem nas mais belas flores no campo dos teus sonhos. Diz o mestre do mundo invisível que Deus é a força do tempo, tanto quanto o tempo é a força de Deus. Que novembro te traga respostas para as suas duvidas, fé em sua jornada, e possibilidades floridas.

Zona de conforto...

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A zona de conforto não é confortável.  Como diz o mendigo poeta da história: Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar.

Sobre caminhos...

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Eu espero que um dia você acredite em todas as minhas palavras. No que digo, e no que não digo. Eu espero que um dia você enxergue o que existe dentro das miudezas de nossas conversas, Da risada compartilhada. Da saudade latejante, porém, silenciosa, no peito. Eu, e essa mania minha de querer correr o tempo. De correr no trajeto que me pede para caminhar. Mas entenda minha ansiedade, É que o coração bate forte. Eu espero que um dia você acredite em todas as palavras minhas. No que te digo, no que escrevo agora.

Voos...

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Ilusão imaginar que amar é como entregar-se de bom grado a uma gaiola, Que amar é enclausurar-se. Pois, se assim fosse, donde viriam as lindas memorias vividas? Donde vem as historias construídas? Tão belos relados dos quais o mundo precisa... Para amar é preciso a liberdade, é oferecer ao outro espaço para voar, E, ao seu lado, serem juntos o ponto de apoio entre as nuvens esparsas a frente. Ilusão imaginar que o presente eram algemas. Se assim fosse, como seguraria a sua mão?

Pena e papel à mão

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Se eu dispusesse ao meu lado uma pena e papel à mão mágicos, se eu tivesse acesso ao seu coração, escreveria sobre este dia.             Escreveria sobre uma ausência percebida, escreveria sobre uma ansiedade incompreendida, mas viva em seu peito.             Escreveria sobre um homem acendendo a luz do seu íntimo, e enxergando um lugar vazio. A saudade batendo forte, as perguntas dando voz em sua mente.             Escreveria sobre a ausência sentida, talvez pela primeira vez, tomando forma e nome.             E escreveria também sobre uma nova história com outras letras, escreveria sobre um encontro, sobre certezas. Uma mão que segura na outra para não mais soltar.             É o que eu escreveria...