Ruínas...
Costumava ser
uma casa, um lar sobre as colinas verdes. Mas o tempo passou, e levou com ele os
momentos que um dia foram reais, e agora são apenas memórias.
Memórias
de uma família, memórias de alegrias como memórias de horas difíceis. Enquanto passo
minhas mãos pelas paredes sujas e desgastadas; o soalho velho, ruído de traças,
então eu busco na minha mente as histórias, os rostos dos que ali viviam, e
sonhavam. O rosto da minha família...
Costumava
ser uma casa, mas agora são ruínas, ruínas sobre as colinas verdes. Costumava ser a minha casa...
Naqueles anos,
eu era moço. Sequer pensava na vida, muito menos na morte. O tempo passou, agora
sou velho, e já penso na vida e na morte. O dia em que serei como esta casa:
uma lembrança vaga na história de minha vida.
Ainda consigo
sentir o cheiro do café quente feito por minha mãe, do som que a cadeira de
balanço fazia no soalho quando meu pai sentava para ler o jornal da manhã, do
cheiro do fumo que saia de seu cachimbo. Do abraço e do be…