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A(mar)

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Onde está o amor?
É possível medir através de um beijo? Ou através de um abraço? Um olhar?
Amar é bom, até mesmo quando os espinhos acertam nossos dedos. Amar ainda é bom, eu sei.
Já dizia o Grande Paulo, que o amor a tudo sofre, a tudo espera e tudo crê.
Não há anjos sem amor, certo?
Mas há quem o procure por entre esquinas vazias, por entre bocas desconhecidas ou perfumes caros, e passageiros.
O tempo passa, aliás, mas o amor não. O verdadeiro amor fica, apesar das nossas vãs tentativas de fazê-lo partir, por medo, pela porta estreita.
Não há como medir o amor, e não há como ter certeza de que tudo dará certo se você escolher amar, porém, ainda assim ele é intenso e profundo quanto o mar.
Que eu viva um amor assim um dia, tão intenso e profundo quanto o mar. 
A(mar).






















Sobre o tempo...

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O tempo não espera por ninguém, diriam os castelos agora em ruínas, ou as pirâmides cobertas pelas areias de uma antiga era.
O tempo não espera por ninguém, mas esperamos por ele. Esperamos pelo tempo de nascer, pelo tempo de crescer e nos tornarmos adultos, esperamos pelo tempo de morrer.
E na espera trabalhamos, amamos, nos decepcionamos e amamos novamente, seguimos em frente com nossos sonhos ou a espera deles.
E mais uma vez o tempo entra com seu silêncio e sabedoria.
Eu esperei, eu espero. Esperarei, talvez?
Não sei, há silêncio e ruínas aqui.
"Deixe-me passar", disse o tempo para mim e assim o fiz. Sei que Ele atuará com sua maestria no fim deste capítulo da vida. Da minha vida.

O que o mar me trouxe...

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Cavalgo, cavalgo Sobre esta noite fria Tenho apenas as estrelas como companhia O mar em sua calmaria E o passado que vez ou outra me domina Eu não sei dizer Porque sempre tropecei diante de meus desejos Principalmente quando envolve você Talvez sejam por causa das farpas Que meu coração fraturado ainda carrega Eu disfarço para o mundo, menos para você Que tem o dom de ver o que se passa dentro de mim Muito mais do que eu gostaria Entre nós há o silêncio repleto de palavras para serem ditas Mas que se perdem diante de minha sina Cavalgo, cavalgo E olho para o mar, peço para ele levar O que eu não consigo dizer: Que eu gosto de você.










O mar trouxe, agora é com você.

Cavalo Negro

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Eu sou o cavalo negro que cavalga a beira mar A água salgada molha os meus cascos O cheio do mar invade minhas narinas Eu sinto a imensidão da liberdade Então cavalguei, meu bem, pois por ora eu não podia ficar O vibrar do chicote ainda soa em minha mente, Machuca meu coração E você é amor, é pureza Mas guarda-te enquanto eu sigo para o horizonte Eu irei voltar resplandecente Te colocarei em meus ombros e cavalgarei contigo Para onde quiseres que eu vá O fim devia ter sido assim.

A(caso)s

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Ás vezes, você tenta e luta. Segue seu coração, aceita os sinais e pula. Mas o caso do acaso parece ter mais força em certas circunstâncias da vida, E tudo fica sem sentido de repente. Os sinais de outrora tornaram-se pó, assim como o estandarte ilusório que você costumava carregar pelas avenidas do coração. São avenidas vazias agora, o estandarte foi guardado num canto empoeirado. O carnaval já passou, o caso do acaso o levou embora. Quantas páginas da nossa vida deixamos em branco, intactas, por orgulho e egoísmo?

Querido cara de amanhã...

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Querido cara de amanhã, Os invernos são diferentes agora, a neve não está mais caindo do céu e molhando a soleira das janelas, O inverno está no coração dos homens agora. Lá fora o sol aquece até demais, por dentro o vazio e a frieza predominam na alma de todos como o joio infiltrando-se por entre os campos de trigo. Muito dizem ser o caos final, que caminhamos para o fim. Mas porque eu não sinto que é verdade? Por mais irracional que seja, por mais que meus olhos veem a maldade multiplicando-se como um poderoso fungo, meu coração permanece firme, minha alma floresce cheia de borboletas a cada manhã. Querido cara de amanhã, Por que sempre nos desencontramos no final do dia? Por que meu caminho é sempre o oposto ao seu? A sereia das águas me disse para olhar o horizonte, pois a roupa branca que visto todo dia me levará adiante. Que muito me reserva no futuro, mas ela não disse sobre você, sobre nós dois seguindo uma mesma reta. Você costumava acreditar nas causas perdidas, porém, o puro sangue …

Sobre o Vale...

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Estávamos no alto de uma grande montanha. Abaixo, eu podia ver um rio estreito e longo serpenteando o imenso vale de árvores verdes, e antigas, eu suponho. O vento batia no meu rosto de uma forma diferente, forma esta que há muitos anos eu não conseguia mais sentir. Após tanto tempo na escuridão daquele beco, em meio à lama e aos escombros de minha raiva e ódio, tinha deixado de sentir muitas coisas e só havia pensamentos repletos de vingança.             -Qual é a sensação?- me perguntou o senhor de branco ao meu lado.             -De paz. –respondi- De uma paz que esqueci que poderia sentir novamente.             Não lembro tê-lo visto algum dia, mesmo seu rosto sendo familiar para mim. É como se eu o conhecesse de um lugar que não me lembro.             -Você passou muito tempo mergulhado no passado, Sam. Deixou a raiva e o ódio aprisionarem você naquele lugar, e não podíamos chegar até você sem que fosse sua vontade.             - O mesmo acontece com os outros?- perguntei   …