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Chove lá fora...

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♪♫ Se chove lá fora
Queimo aqui dentro
De vontade de te abraçar
Amor
Quando chove
Fica mais triste esperar
Por alguém
Que não vai chegar
♪♫

O camaleão e a libélula

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Era uma vez um camaleão Que em um dia simples e qualquer estava a observar a vida, Quando surgiu a sua frente uma pequena libélula De início, quis o camaleão atacar Porém, a pequena libélula tinha um jeito doce de voar Voava como se o vento a tivesse chamado para dançar E o camaleão ao ver a cena, Sentiu seu coração lhe aconselhando a amar “Se você ceifar a vida desta, nunca mais a verá”, disse o coração do confuso camaleão E agora? Matar ou Amar? Ele podia simplesmente deixa-la ir, assim pensou Mas a possibilidade de nunca mais vê-la voar o amedrontou
Imóvel  ficou então  o confuso camaleão Até que para seu grande espanto, ou surpresa, a libélula resolveu sobre sua face repousar Seus pequenos olhinhos o fitaram com amor e pureza Como esta história termina, eu não sei Não me foi permitido ver o final Só de uma coisa eu tenho certeza A de que o camaleão se apaixonou pela bela libélula

Sobre a arte de amar...

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O amor é sublime. Mas o que faz o amor ser tão sublime? Fiquei a me perguntar. O amor é sublime porque é difícil amar, pensei eu. Às vezes, nós confundimos o amor com um simples gostar, nos iludimos diante de uma paixão tão passageira quanto o próprio vento. Confundimos o amor com a posse: “Ele é meu”ou “Ela é minha”,   quando na verdade ninguém é de ninguém. Todos somos parceiros de jornada nesta estrada da vida. Olhe os pássaros por exemplo, eles migram em bandos para diferentes lugares de acordo com as estações do ano, porém, sempre voltam para o ponto de partida. É difícil amar porque queremos construir gaiolas para aqueles a quem amamos ao invés de construirmos jardins para eles sempre terem uma razão para voltar.
Aqueles que aprendem a arte de jardinar seus corações em troca de serem especialistas em gaiolas bebem da fonte do verdadeiro amor, e nada mais os abala. Não há equívocos ou obsessões, pois eles são certeiros em seus sentimentos. Penso, em minha condição humana ainda limitada, …

Da canção de Elba...

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As últimas notas do ano que passou, soaram tristes para mim. Uma sucessão de perdas e adeus em que nada podia fazer, a não ser aceitar e encarar o dia seguinte. Como eu quis fugir, como eu me perguntei o porquê...

Quantos labirintos, tem meu coração pra eu me perder, e te encontrar

Contudo, a vida em sua forma humilde de traçar o destino dos viajantes, me convidou a não desistir.  Uma nova porta se abriu no fim...
Necessário era uma prova fazer, e como eu lutei para neste desafio vencer. Não foi fácil, quantas noites em claro eu fiquei tendo apenas as estrelas e a lua como minhas companheiras no meio de tantas letras, de tantas palavras a estudar.
Consegui! Eu venci! Nos meus braços a vida depositava um novo começo, sentia que novos horizontes estavam por vir. E, em sua voz singela e doce, baixinho meu coração me disse: Lá também haverá alguém para você.

Quantas avenidas, tem o seu olhar
pra te seguir, e me guiar


De início eu duvidei, mas esta voz continuou a me dizer e apenas fui pe…

Sobre vaga-lumes...

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Meu pequeno vaga-lume, Porque brilhas tão tristemente? És tão doce tua luz, tão singela, como se as estrelas tivessem escolhido a Terra para aqui brilhar. Meu pequeno vaga-lume, Não fique triste por este mundo ainda ser escuro para os sonhadores. Na verdade é exatamente por isso que estais aqui, porque a noite precisa de ti. Não pares de brilhar, ainda que tenhas de, por um tempo, na sombra ficar. O Criador por ti olha, Ele sempre sabe o que faz. Confia nele, e jamais pare de brilhar, de sonhar.
Porque tu quando brilhas, faz o homem esquecer-se de si mesmo e, ao fitar o céu, pensa em amar o invés de odiar.
Por onde andares que brilhe a vossa luz, Mas por onde devemos andar para a nossa luz ser notada? Seria nos campos largos, dotados de beleza e abundância? Seriam nas estradas já iluminadas? Não. É no caminho difícil, é naquela estrada pedregosa e sombria que nossa luz deve perseverar.

Sobre círculos e espirais...

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Há quem diga que a vida é feita de ciclos. Eu também já disse, e costumava acreditar ser uma verdade. Porém, venho pensando nessa palavra tem alguns dias. Segundo o dicionário, Ciclos são conjuntos de eventos que se repetem com regularidade.   Ou seja, Ciclos= Círculo= a mesma coisa na sua vida todos os dias Então, até que ponto isso vale a pena? Eu não sei quanto a você, mas eu estou cansada de ciclos. Não quero mais a mesmas histórias com os mesmos finais. Penso que nossa vida não precisa ser feita de ciclos, a gente que escolhe ser assim e faz isso por costume, acomodação, porém, podemos mudar. É necessário que a gente mude.  No entanto, aí entra a parte mais difícil da equação, não é fácil mudar. Não é fácil sair de cena, principalmente quando é necessário deixar para trás quem você queria que fosse com você ou deixar um caminho que, embora te trouxesse qualquer coisa, menos felicidade, é algo conhecido. Porque devo encarar o desconhecido quando posso ficar no meu círculo de conf…

Sobre cavalos...

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Cavalos são tão lindos, a maneira como correm pela grama verde ou sobre a beira da praia como fazem os cavalos selvagens. Aliás, já dizia Paulo Coelho que nossas emoções são como cavalos selvagens, embora sejamos tendenciosos a enclausurar nossos sentimentos na maior parte das vezes.

Fiquei me perguntando por que são tão fascinantes os cavalos. Talvez sejam por sua força, quando penso na palavra força, por exemplo, sempre me vem à mente a imagem de um cavalo cavalgando com toda sua glória e vitalidade. Mas talvez, a imagem de um cavalo correndo represente a liberdade. Imagine se você tivesse a possibilidade de correr de todos os seus medos, de tudo que te apavora ou aprisiona? Imagine cavalgar libertando-se de tudo que te mantém preso no lugar onde você não quer estar?

Cavalos são fascinantes por sua força de correr rumo à liberdade, penso eu.
Tem esse cavalo que diferente dos outros vive sozinho. Cavalga desajeitado, meio manco, meio cansado e de olhar cabisbaixo. Todas as vezes que m…