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Sobre a arte de amar...

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O amor é sublime. Mas o que faz o amor ser tão sublime? Fiquei a me perguntar. O amor é sublime porque é difícil amar, pensei eu. Às vezes, nós confundimos o amor com um simples gostar, nos iludimos diante de uma paixão tão passageira quanto o próprio vento. Confundimos o amor com a posse: “Ele é meu”ou “Ela é minha”,   quando na verdade ninguém é de ninguém. Todos somos parceiros de jornada nesta estrada da vida. Olhe os pássaros por exemplo, eles migram em bandos para diferentes lugares de acordo com as estações do ano, porém, sempre voltam para o ponto de partida. É difícil amar porque queremos construir gaiolas para aqueles a quem amamos ao invés de construirmos jardins para eles sempre terem uma razão para voltar.
Aqueles que aprendem a arte de jardinar seus corações em troca de serem especialistas em gaiolas bebem da fonte do verdadeiro amor, e nada mais os abala. Não há equívocos ou obsessões, pois eles são certeiros em seus sentimentos. Penso, em minha condição humana ainda limitada, …

Da canção de Elba...

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As últimas notas do ano que passou, soaram tristes para mim. Uma sucessão de perdas e adeus em que nada podia fazer, a não ser aceitar e encarar o dia seguinte. Como eu quis fugir, como eu me perguntei o porquê...

Quantos labirintos, tem meu coração pra eu me perder, e te encontrar

Contudo, a vida em sua forma humilde de traçar o destino dos viajantes, me convidou a não desistir.  Uma nova porta se abriu no fim...
Necessário era uma prova fazer, e como eu lutei para neste desafio vencer. Não foi fácil, quantas noites em claro eu fiquei tendo apenas as estrelas e a lua como minhas companheiras no meio de tantas letras, de tantas palavras a estudar.
Consegui! Eu venci! Nos meus braços a vida depositava um novo começo, sentia que novos horizontes estavam por vir. E, em sua voz singela e doce, baixinho meu coração me disse: Lá também haverá alguém para você.

Quantas avenidas, tem o seu olhar
pra te seguir, e me guiar


De início eu duvidei, mas esta voz continuou a me dizer e apenas fui pe…

Sobre vaga-lumes...

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Meu pequeno vaga-lume, Porque brilhas tão tristemente? És tão doce tua luz, tão singela, como se as estrelas tivessem escolhido a Terra para aqui brilhar. Meu pequeno vaga-lume, Não fique triste por este mundo ainda ser escuro para os sonhadores. Na verdade é exatamente por isso que estais aqui, porque a noite precisa de ti. Não pares de brilhar, ainda que tenhas de, por um tempo, na sombra ficar. O Criador por ti olha, Ele sempre sabe o que faz. Confia nele, e jamais pare de brilhar, de sonhar.
Porque tu quando brilhas, faz o homem esquecer-se de si mesmo e, ao fitar o céu, pensa em amar o invés de odiar.
Por onde andares que brilhe a vossa luz, Mas por onde devemos andar para a nossa luz ser notada? Seria nos campos largos, dotados de beleza e abundância? Seriam nas estradas já iluminadas? Não. É no caminho difícil, é naquela estrada pedregosa e sombria que nossa luz deve perseverar.

Sobre círculos e espirais...

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Há quem diga que a vida é feita de ciclos. Eu também já disse, e costumava acreditar ser uma verdade. Porém, venho pensando nessa palavra tem alguns dias. Segundo o dicionário, Ciclos são conjuntos de eventos que se repetem com regularidade.   Ou seja, Ciclos= Círculo= a mesma coisa na sua vida todos os dias Então, até que ponto isso vale a pena? Eu não sei quanto a você, mas eu estou cansada de ciclos. Não quero mais a mesmas histórias com os mesmos finais. Penso que nossa vida não precisa ser feita de ciclos, a gente que escolhe ser assim e faz isso por costume, acomodação, porém, podemos mudar. É necessário que a gente mude.  No entanto, aí entra a parte mais difícil da equação, não é fácil mudar. Não é fácil sair de cena, principalmente quando é necessário deixar para trás quem você queria que fosse com você ou deixar um caminho que, embora te trouxesse qualquer coisa, menos felicidade, é algo conhecido. Porque devo encarar o desconhecido quando posso ficar no meu círculo de conf…

Sobre cavalos...

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Cavalos são tão lindos, a maneira como correm pela grama verde ou sobre a beira da praia como fazem os cavalos selvagens. Aliás, já dizia Paulo Coelho que nossas emoções são como cavalos selvagens, embora sejamos tendenciosos a enclausurar nossos sentimentos na maior parte das vezes.

Fiquei me perguntando por que são tão fascinantes os cavalos. Talvez sejam por sua força, quando penso na palavra força, por exemplo, sempre me vem à mente a imagem de um cavalo cavalgando com toda sua glória e vitalidade. Mas talvez, a imagem de um cavalo correndo represente a liberdade. Imagine se você tivesse a possibilidade de correr de todos os seus medos, de tudo que te apavora ou aprisiona? Imagine cavalgar libertando-se de tudo que te mantém preso no lugar onde você não quer estar?

Cavalos são fascinantes por sua força de correr rumo à liberdade, penso eu.
Tem esse cavalo que diferente dos outros vive sozinho. Cavalga desajeitado, meio manco, meio cansado e de olhar cabisbaixo. Todas as vezes que m…

Pular ou não pular, eis a questão?

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Amar é como pular de uma montanha, você não sabe se a outra pessoa vai estar lá te esperando, a única coisa certa é a vontade sua de que ela esteja. Então você pula e que felicidade ver o outro a sua espera. O desafiador, eu acho, é você fazer esse salto mortal todos os dias por semanas, meses, anos, talvez até para sempre. Em alguns casos é para sempre... Em outros, você pula e, de repente, quem outrora te segurava, vai embora sem aviso prévio. Você cai, e isso dói. Cara, como isso dói não é? Amar de novo, ou amar o “novo” seria como pular de um Everest dessa vez. Muito mais alto, muito mais difícil o salto porque você sabe que se a historia se repetir a dor vai ser ainda pior. Que vontade de fugir, de trancar meu coração em um cofre e jogar a chave fora.
O que fazer em horas como essa?
Pular ou não pular, eis a questão?

Se você me permitir um conselho, vou pegar uma onda na frase do meu amigo Mahatma Gandhi que diz o seguinte:Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano.…

Procura-se uma pena mágica...

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O mundo é grande e dá muitas voltas. Frase clichê de muita gente, até é verdade considerando a proporção do planeta terra e a taxa de habitantes que vivem nela. A propósito, procurei saber e estamos girando em torno de 7.330.155. 437 pessoazinhas únicas e complexas ao todo. Mas porque às vezes o mundo parece ser tão pequeno para mim? E porque as voltas que ele dá me levam as mesmas circunstâncias? Ao mesmo ponto de partida? Alguém pode me dizer onde encontro um livro em branco e uma pena mágica?  Assim eu escrevo uma rota diferente, coloco um pôr-do-sol lindo e um encontro com direito a um cafezinho na esquina. E sorrisos também, com um quê de que essa história vai continuar. Mas por favor, não me leve a becos sem saída, não me obrigue a voltar para a mesma estrada solitária. Não me diga que tem de ser assim... Estou tentando criar novos capítulos para mim, com personagens novos alinhando os personagens antigos para uma nova história. Chega de repetições na sessão da tarde, eu quero …